UMA FALTA DE EDUCAÇÃO!
O Brasil é um país sem educação! Com altos índices de analfabetismos, onde dia a dia aumentam os analfabetos funcionais, onde a media de livros lidos por pessoa não chega a cinco por ano e onde para ser um representante do povo não é necessária nenhuma formação, basta saber ler e escrever (?), tanto que nosso presidente tem apenas um curso técnico de torneiro mecânico. O que esperar então deste país se não que se rasguem mesmo os diplomas?
Não poderíamos esperar de fato outra ação que não fosse essa dos ministros do STF coordenados pelo ministro Gilmar Mendes. O mesmo ministro que ficou tão ofendido quando um colega o relembrou do coronelismo existente em Mato Grosso, toma agora uma atitude um tanto coronelista, a de acabar com a educação dos jornalistas.
Mas para que mesmo queremos jornalistas formados? Que tenham cabeças pensantes, ideais a serem seguidos e sejam tão difíceis de manipular? Assim como para os coronéis um povo educado não serve porque não vota em quem o patrão manda, para o Brasil jornalistas formados, técnicos, capacitados e críticos também não servem porque estes não se deixam manobrar e são bem mais caros de se pagar.
Não estou desvalorizando os jornalistas da prática e vocação, afinal eles são merecedores de todo mérito, mas faço a eles uma pergunta: porque mesmo não buscaram a faculdade de jornalismo? Dificuldades financeiras? Tinham que trabalhar? Ora, ora, o que os faz tão especiais? Bem me lembro da minha faculdade, conquistada com muita luta e suor. Trabalhava dia e noite, madrugadas a dentro para conseguir um mísero salário para pagar ao menos a mensalidade. Quantas caminhadas dei de casa a faculdade por não ter dinheiro para passagem de ônibus. Quantos dias passei só com um pão com manteiga porque não tinha dinheiro para o almoço. Sobrevivi, me formei e na formatura do baile não participei porque o pacote não cabia no meu bolso, mas o diploma agarrei.
E claro que precisei da prática e sem ela nada seria e assim virei jornalista porque no dia a dia do trabalho me especializei. Agora se era tão difícil assim fazer faculdade para entrar no mercado porque não sentar no banco escolar mesmo depois de experiente, apenas para garantir as melhores técnicas e melhores performances? Mas ai é pedir demais não é? Depois que o menino vira estrela de jornal não cabe na sala de aula, a arrogância é demais e ai vira um defensor da falta de educação! Por que é nobre ser um trabalhador. Num país de trabalhadores não há discurso melhor!
Em seu voto o ministro relator se justificou defendendo a liberdade de expressão, mas essa nunca esteve de fato em jogo. Não numa época onde existem tantos blogs, tantas páginas na internet, tantos canais de televisão, tantas rádios, revistas e jornais, todos com espaços para artigos de quem quer que seja expressando sua opinião sobre os mais diferentes assuntos.
Não a liberdade de expressão nunca esteve em jogo! O que estava em jogo na decisão do STF contra o diploma dos jornalistas era justamente a legalização do ilegal. Afinal este foi o editorial de muitos que aplaudiram os Ministros por terem legalizado os meios de comunicação que contratam pessoas sem diploma que trabalham por salários abaixo da tabela?
Mas agora eu quero ver, juro que quero, pago pra ver, quantos médicos vão se prestar a fazer matérias sobre a influenza A, quantos veterinários escreverão sobre a leishmaniose, quantos engenheiros farão passagens em frente a obras inacabadas explicando os projetos superfaturados, quantos advogados deixarão seus casos bem pagos para escreverem nos jornais???
Infelizmente não acredito neste cenário. Não, estes profissionais formados no máximo continuarão dando entrevistas como sempre deram ou escrevendo artigos como sempre escreveram, nos meios de comunicação onde sempre tiveram espaço para sua liberdade de expressão.
Quanto ao jornalismo, vejo um cenário bem mais triste, com ignorantes saídos, no máximo do segundo grau, com uma boa voz e uma carinha bonita, sendo treinados e manobrados pelos meios de comunicação por irrisórios salários.
Era justamente um cenário desse que estávamos mudando aqui no interior de Mato Grosso, ao conscientizar os colegas de que é importante estudar, não apenas garantir o diploma, mas se especializar, buscar até mesmo o mestrado e o doutorado e morrer estudando e lendo, sempre se modernizando e se mantendo competitivo no mercado de trabalho. Estávamos, é verdade, no passado mesmo! Porque hoje estes colegas não vêem mais motivo para se aperfeiçoar.
Sem falar das brechas, ou melhor crateras, que essa decisão faz em nossa lei, abrindo precedentes infinitos. Como bem disse o único ministro com bom senso no STF, Marco Aurélio Mello, que votou em favor do diploma: “Se for assim, a CNH fere o direito de ir e vir. Vamos abolir a CNH”. E olha que tem muito motorista excelente que nunca tirou a CNH.
Mas esse é o meu país! O país do jeitinho brasileiro. Onde o trabalhador analfabeto dá uma de engenheiro civil e arquiteto e constrói seu próprio casebre, dá uma de engenheiro eletricista e puxa um gato para garantir a energia elétrica, dá uma de médico especialista e se auto medica, dá uma de advogado e faz um contrato inconstitucional e dá uma de jornalista e escreve com erros de português grotescos e erros éticos e morais aviltantes que ferem a integridade de centenas de pessoas.
A diferença é que os engenheiros e arquitetos podem recorrer aos CREAs, os médicos aos CRMs, os advogados as OABs e os jornalistas, estes não podem recorrer a Fenaj, aliás nada podem fazer por que as pessoas comuns e sem nenhum estudo agora estão respaldadas pelo STF.
Parabéns ministros, parabéns Brasil, por estimular a nossa grande falta de educação!!
Daniela Melhorança, jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero/SP, com 15 anos de experiência no mercado de trabalho de São Paulo e Mato Grosso. Atual representante do município de Sinop no Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso.
Jornalistas participam de encontro
Mais de 60 profissionais da comunicação sinopense, entre jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas, editores, apresentadores e acadêmicos compareceram na segunda feira, dia 17 de dezembro, as 19:30 horas, no auditório da CDL, para o Encontro Anual de Profissionais da Comunicação realizado pelo SEBRAE/MT em parceria com a CDL Sinop, ACES e Sindicato dos Jornalistas de Sinop. Este ano, o convidado era o jornalista Tinho Costa Marques, que tem 26 anos de experiência em jornalismo impresso e assessorias além de ser professor mestre da UFMT. Tinho falou de suas experiências e deu dicas para os profissionais melhorarem sua atuação no mercado moderno da comunicação. Após sua explanação os colegas aproveitaram o Coquetel de Confraternização para trocar idéias com Tinho. Representando o Sindicato dos Jornalistas estavam Daniela Melhorança, Christiane Machiavelli, Miguel Rodrigues, Maria da Paz Sabino, Daniel Coutinho e Alex Fama.
Marcadores: encontro
SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MT APÓIA JEJUM EM FAVOR DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS NO "VELHO CHICO"
O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor MT), conforme deliberado na reunião ordinária de sábado (15), se une a movimentos sociais de todo o Brasil nesta terça (dia 18) para dizer que a transposição do rio São Francisco precisa ser melhor discutida com a sociedade. Hoje estão sendo feitos jejuns em várias cidades em apoio ao bispo dom Luis Cappio, que faz greve de fome contra a transposição. Em Cuiabá, as atividades começam às 5 h com missa na igreja de São Benedito, no centro, seguem com jejum e terminam às 19 h com missa celebrada pelo arcebisco dom Milton.
O Ministério Público Federal (MPF) pede na justiça paralisação da transposição porque ela viola o Plano Nacional de Recursos Hídricos. O projeto destina a maior parte do aproveitamento da água para uso econômico e não consumo humano, segundo o Ministério da Integração Nacional. As empreiteiras são as que mais lucrarão. O preço da água e os custos para a geração de energia deverão subir, apontam pesquisadores.
Exemplo similar é a usina de Manso, em MT, feita há quase uma década, que ainda prejudica centenas de famílias que moravam no local. Quem mais lucrou foi o setor privado internacional de energia elétrica.
Discutir a transposição do São Francisco é refletir sobre o modelo de desenvolvimento que nós queremos. De que vale, então, um Mato Grosso pautado no agronegócio e na exportação de energia elétrica, se a maior parte dos alimentos não são industrializados aqui e se o ICMS que pagamos é o mais alto do Brasil?
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Compareça a nosso encontro
Jornalistas e representantes da imprensa sinopense vocês são nossos convidados
Na segunda feira, dia 17 de dezembro, as 19:30 horas, no auditório da CDL, o SEBRAE/MT em parceria com a CDL Sinop, ACES e Sindicato dos Jornalistas de Sinop realiza o encontro anual de profissionais da comunicação. Este ano, o convidado é o jornalista Tinho Costa Marques, que tem 26 anos de experiência em jornalismo impresso e assessorias além de ser professor mestre da UFMT. Tinho vai estar falando de suas experiências e realizando um bate papo com todos os profissionais da área.
CONTAMOS COM SUA PRESENÇA! A confirmação dos participantes deve ser feita até a próxima 6ª feira, 14/12, via email ou telefone (66 3531-5222).
Marcadores: encontro
Jornalistas e acadêmicos fazem manifestação pacífica na Câmara de Sinop
Membros da Comissão Diretora do Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso (SINDJOR/MT) em Sinop e os acadêmicos de Jornalismo da Facenop – Faculdade Cenecista de Sinop participaram da sessão ordinária da Câmara de Vereadores que aconteceu na noite de ontem (26.11).
A ação, organizada por Sinop e apoiada pela presidência geral do SINDJOR/MT, Keka Werneck, aconteceu em protesto à reprovação do projeto de Lei Projeto Lei 032/2007 do Executivo Municipal que pedia a criação de 17 cargos efetivos, entre eles, o de jornalista (com duas vagas para contratação através de concurso público).
Na última sessão, do dia 21 de novembro, alguns vereadores que votaram contra o projeto acabaram por denegrir a categoria ao afirmar que jornalistas não são essenciais e nem ao menos necessários para a Administração Pública e ainda colocar em cheque a competência e responsabilidade daqueles que hoje atuam como assessores de imprensa junto à Prefeitura de Sinop.
Os profissionais da comunicação mostraram sua indignação em um protesto pacífico que reuniu mais de 25 profissionais, com faixas de repúdio. “Somos sempre a favor da criação de empregos para os jornalistas e foi isso que viemos mostrar. É importante que os vereadores entendam que o jornalista concursado é muito melhor para instituição porque ele é mais comprometido com a Prefeitura, afinal a instituição fica e os prefeitos passam, assim como o concursado fica e os comissionados passam”, explicou a presidente da Comissão Diretora do SINDJOR/MT em Sinop, Daniela Melhorança.
O caso acabou tomando proporções maiores com a denúncia do presidente do DCE da Facenop, acadêmico de jornalismo e repórter, Marco Aurélio Stamm Júnior, contra o Vereador Valdemar Junior.
De acordo com Marco, no último final de semana, em um restaurante da cidade, o vereador fez ameaças, xingou os jornalistas de “vagabundos” e “burros” e, após uma discussão, o parlamentar acabou por jogar cerveja no acadêmico. Além do registro de Boletim de Ocorrência, Marco Aurélio oficiou a presidência do Parlamento por quebra de decoro do referido vereador.
Em sua defesa, Valdemar disse em tribuna que o repórter havia sentado em sua mesa sem ser convidado, além de ter entrado no mérito da votação do projeto. Ainda de acordo com o vereador, que também atua como repórter em uma emissora de televisão local, ele tem 10 anos de experiência na imprensa e que não deixará de ser ele mesmo, em qualquer lugar que esteja.
A corregedora da Câmara, vereadora Zuleica Mendes informou que irá analisar a denúncia formalizada pelo acadêmico e que após a conclusão dos trabalhos da Corregedoria, se pronunciará oficialmente sobre o assunto. A parlamentar também se declarou apoiadora da formação acadêmica do profissional da Comunicação.
Durante o grande expediente os vereadores que fizeram uso da tribuna voltaram a falar sobre o projeto reprovado. Os vereadores que votaram favoravelmente (Jorge Muller, Roberto Trevisan (Betão), Antônio Joliveira (Porcão), Gilson de Oliveira e Sineia Abreu) reafirmaram seu apoio ao projeto e aos Jornalistas. Já alguns dos vereadores que foram contrários afirmaram que votaram contra o projeto e não contra os jornalistas.
Após o encerramento da Sessão, o Vereador Valdemar Junior declarou à presidente da Comissão Diretora do SINDJOR/MT em Sinop, Daniela Melhorança, que caso o prefeito da Cidade, Nilson Leitão, encaminhe projeto individual para criação do cargo de jornalista, ele acredita que todos os 10 vereadores votarão favorável a aprovação da matéria.
Comissão Diretora do SINDJOR/MT em Sinop
A ação, organizada por Sinop e apoiada pela presidência geral do SINDJOR/MT, Keka Werneck, aconteceu em protesto à reprovação do projeto de Lei Projeto Lei 032/2007 do Executivo Municipal que pedia a criação de 17 cargos efetivos, entre eles, o de jornalista (com duas vagas para contratação através de concurso público).
Na última sessão, do dia 21 de novembro, alguns vereadores que votaram contra o projeto acabaram por denegrir a categoria ao afirmar que jornalistas não são essenciais e nem ao menos necessários para a Administração Pública e ainda colocar em cheque a competência e responsabilidade daqueles que hoje atuam como assessores de imprensa junto à Prefeitura de Sinop.
Os profissionais da comunicação mostraram sua indignação em um protesto pacífico que reuniu mais de 25 profissionais, com faixas de repúdio. “Somos sempre a favor da criação de empregos para os jornalistas e foi isso que viemos mostrar. É importante que os vereadores entendam que o jornalista concursado é muito melhor para instituição porque ele é mais comprometido com a Prefeitura, afinal a instituição fica e os prefeitos passam, assim como o concursado fica e os comissionados passam”, explicou a presidente da Comissão Diretora do SINDJOR/MT em Sinop, Daniela Melhorança.
O caso acabou tomando proporções maiores com a denúncia do presidente do DCE da Facenop, acadêmico de jornalismo e repórter, Marco Aurélio Stamm Júnior, contra o Vereador Valdemar Junior.
De acordo com Marco, no último final de semana, em um restaurante da cidade, o vereador fez ameaças, xingou os jornalistas de “vagabundos” e “burros” e, após uma discussão, o parlamentar acabou por jogar cerveja no acadêmico. Além do registro de Boletim de Ocorrência, Marco Aurélio oficiou a presidência do Parlamento por quebra de decoro do referido vereador.
Em sua defesa, Valdemar disse em tribuna que o repórter havia sentado em sua mesa sem ser convidado, além de ter entrado no mérito da votação do projeto. Ainda de acordo com o vereador, que também atua como repórter em uma emissora de televisão local, ele tem 10 anos de experiência na imprensa e que não deixará de ser ele mesmo, em qualquer lugar que esteja.
A corregedora da Câmara, vereadora Zuleica Mendes informou que irá analisar a denúncia formalizada pelo acadêmico e que após a conclusão dos trabalhos da Corregedoria, se pronunciará oficialmente sobre o assunto. A parlamentar também se declarou apoiadora da formação acadêmica do profissional da Comunicação.
Durante o grande expediente os vereadores que fizeram uso da tribuna voltaram a falar sobre o projeto reprovado. Os vereadores que votaram favoravelmente (Jorge Muller, Roberto Trevisan (Betão), Antônio Joliveira (Porcão), Gilson de Oliveira e Sineia Abreu) reafirmaram seu apoio ao projeto e aos Jornalistas. Já alguns dos vereadores que foram contrários afirmaram que votaram contra o projeto e não contra os jornalistas.
Após o encerramento da Sessão, o Vereador Valdemar Junior declarou à presidente da Comissão Diretora do SINDJOR/MT em Sinop, Daniela Melhorança, que caso o prefeito da Cidade, Nilson Leitão, encaminhe projeto individual para criação do cargo de jornalista, ele acredita que todos os 10 vereadores votarão favorável a aprovação da matéria.
Comissão Diretora do SINDJOR/MT em Sinop
Marcadores: sessão
Manifesto na Câmara de Vereadores de Sinop

Membros da Comissão Diretora do SINDJOR/MT em Sinop e acadêmicos de Jornalismo na Câmara de Vereadores - Sessão Ordinária, 26.11.2007.
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